sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A HISTÓRIA DO CANDOMBLÉ




A HISTÓRIA DO CANDOMBLÉ




O Candomblé não deve ser confundido com Umbanda, Macumba e/ou Omoloko, outras religiões Afro-Brasileiras com similar origem; e com religiões Afro-derivadas similares em outros países do Novo Mundo, como o Vodoo Haitiano, a Santeria Cubana, e o Obeah, os quais foram desenvolvidos independentemente do Candomblé e são virtualmente desconhecidos no Brasil.

NAÇÕES

Os escravos brasileiros pertenciam a diversos grupos étnicos, incluindo os Yoruba, os Ewe, os Fon, e os Bantu. Como a religião se tornou semi-independente em regiões diferentes do país, entre grupos étnicos diferentes, evoluíram diversas "divisões" ou nações, que se distinguem entre si principalmente pelo conjunto de divindades veneradas, o atabaque (música) e a língua sagrada usada nos rituais.


A lista seguinte é uma classificação pouco rigorosa das principais nações e sub-nações, de suas regiões de origem, e de suas línguas sagradas:

Nagô ou Iorubá
Ketu ou Queto (Bahia) e quase todos os estados - Língua Yoruba (Iorubá ou Nagô em Português)
Efan na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo
Ijexá principalmente na Bahia
Nagô Egbá ou Xangô do Nordeste no Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo
Mina-nagô ou Tambor-de-Mina no Maranhão
Xambá em Alagoas e Pernambuco (quase extinto).

Bantu, Angola e Congo (Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul), mistura de Bantu, Kikongo e Kimbundo línguas. O Candomblé de Caboclo (entidades nativas índios)

língua Ewe e língua Fon (Jeje)
Jeje Mina língua Mina São Luiz do Maranhão
Babaçuê no Pará
Omoloko, Rio de Janeiro e Minas Gerais (quase extinto).

SINCRETISMO


Casas grandes, que são organizadas tem uma hierarquia rígida, não é de propriedade do sacerdote, nem toda casa grande é tradicional, é uma Sociedade Civil ou Beneficente.
Casas de linhagem matriarcal: (só mulheres) assumem a liderança da casa como Iyalorixá.

Casas de linhagem patriarcal: (só homens) assumem a liderança da casa como Babalorixá no Culto aos Orixá ou Babaojé no Culto aos Egungun.
Casas de linhagem mista: tanto homens como mulheres podem assumir a liderança da casa.

A progressão na hierarquia é condicionada ao aprendizado e ao desempenho dos rituais longos da iniciação. Em caso de morte de uma ialorixá, a sucessora é escolhida, geralmente entre suas filhas, na maioria das vezes por meio de um jogo divinatório Opele-Ifa ou jogo de búzios.

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O CANDOMBLÉ E SUA IDENTIDADE 




A iniciação ritual no Candomblé é um processo de construção de uma identidade psicológica permanente entre o participante e a entidade. O transe de incorporação no Candomblé tem por objetivo principal o auto-reconhecimento recíproco entre o ‘santo’ e seu ‘filho’, o reatamento simbólico do mundo dos homens (Ayé) com o mundo dos deuses (Orum). 
  
NAÇÃO: NAGÔ(KETU), língua ioruba, entidades Orixás, Toques de músicas: Ajicá, Aguerê, Opanjé, Darô, Alujá e Ibi.

NAÇÃO: JEJ-FON, língua Ewe, entidades Os Voduns, Toque de musica: Arramunha, Bravum e Sato.

NAÇÃO: ANGOLA E CONGO, língua Banto e Português, entidades Os Inkices, Toques de música: Barravento, Cabula e Congo.

Este processo simbólico entre os participantes e os Orixás não existe apenas no momento do transe ritual, a identidade entre o iniciado e seu santo corresponde a incorporação psicológica  e as características do orixá na personalidade de seus filhos. Esta identidade começa não só através da iniciação, se desenvolve lenta e gradualmente nos transes, mas também é reforçado  nas obrigações sucessivas e renovada nas festa públicas dos santos, quando toda a comunidade esteja presente.

Os rituais do Candomblé consistem  de um conjunto de temas , símbolos, incorporação de forças naturais personificadas em comportamentos e estórias, que se sucedem durante a cerimônia. Cada entidade se manifesta através de um transe característico, produzido por imagens, sons, cheiros, gostos, danças, ritmos, cores, trajes e adereços específicos. Invocados através dos toques e da dança, e de três tambores cerimoniais (rum, rumpi e lé), os deuses africanos incorporam em seus ‘filhos’, fazendo os grandes feitos místicos e lendas: a luta dos irmãos Ogum e Xangô pelo amor de Oxum, a viagem de Oxalufã ao encontro de seu filho Xangô, as aventuras amorosas de Yansã ... As entidades são, ao mesmo tempo, fundamentos psíquicos de comportamentos humanos e forças místicas da Natureza.

São representadas nos rituais como identidades sagradas que se manifestam dentro de uma estrutura, para ajudar o mundo.
Há uma ‘economia energética’, onde forças espirituais são manipuladas e manipulam os corpos dos participantes, em um espetáculo coreográfico que associa imagens a temas, a ritmos determinados. Essas associações audiovisuais são produto e instrumento de um processo de construção de uma identidade simbólica, que vai de acordo com a tradição cultural de cada Nação do Candomblé e com a força da entidade invocada, como:

ENTIDADES DAS NAÇÕES DO CAMDONBLÉ

NAÇÃO KETO-NAGÔ
ORIXÁS: 

OLORUM OU OLODUMARÉ
OXALÁ
OGUM
OXÓSSI
OMÚLU
XANGÔ
YANSÃ
OXUM
YEMANJÁ
OXUMARÉ
OSSAIM
EXÚ/IROKO
NANÃ-BURUKÊ

NAÇÃO JEJE-FON(VODUM)
ENTIDADES

MAVU LISSA
OLISSA

SAPATÁ
SOBÓ
OIÁ
AZIRI TOBOSSI
ABÉ
BESSÉM E DÃ
AQUÊ
LOKO
NANAMBICÔ

NAÇÃO ANGOLA-CONGO (INKICE)

ZAMBI OU ZANIA POMBO
LEMBÁ OU LEMBARENGANGA
SUMBO MUCUMBE
MUTALAMBÔ OU TAUAMIM
BURUMGUNÇO OU CUQUETE
CAMBARANGAJE OU ZAZE
BAMBURUCEMA OU MATANBA
QUICIMBA OU CAIALA
BANDALUNDA
ANGORÔ
CATENDE (CAIPORA)
TEMPO
QUERÊ-QUERÊ



Fazendo uma  comparação, entre as  três nações é que nos Voduns e nos Inkices estão, as mesmas forças místicas que formam os Orixás nagôs, mas trazem  outras forças e outros conceitos. No caso dos Jeje, existentes no Haiti, em Cuba e no estado brasileiro do Maranhão, os Voduns cultuados são em número maior que os orixás mais conhecidos  no culto Iorubá. 

Os Voduns podem ser divididos em homens e mulher; e, em moços e velhos, somando um total de quarenta entidades. Já no caso dos ritos bantos,  a outra uma ancestralidade, entidades provenientes da mitologia indígena e também a presença de diversos tipos de espíritos de mortos (caboclos, preto velhos, crianças, índias).

De uma forma geral, podemos dizer que o modelo ‘Jeje-Nagô’ é  o mais tradicional, o menos permeável a mudanças e influências culturais, o mais próximo do modelo africano original ainda hoje existente na Nigéria. Em oposição a esta tendência tradicionalista do modelo Jeje-Nagô, o grupo cultural dos Bantos (nações de Angola e Congo) foi o que mais se sincretizou. 

Os Bantos, mesmo depois de um primeiro momento de autonomia religiosa, viram seus rituais progressivamente desagregarem, para dar lugar ao sincretismo afro-ameríndio (Catimbó, Candomblé de Caboclo, a pajelança e o culto a entidades indígenas) e ao afro-espírita (Jurema, Umbanda) ou se adaptaram as regras ditadas pelos candomblés nagôs, não se distinguindo destes senão por seus cantos, entre  o banto com o português em louvores a ‘Zambi’.
O modelo Jeje-Nagô ou baiano apresenta, dezesseis orixás principais: Exú, Ogum, Oxossi, Ossaim, Xangô, Iansã, Oxum, Obá, Nanã Burukê, Omulú, Oxumaré, Iroko, Ibeji, Logunedé, Yemanjá e Oxalá..



SISTEMA JEJE-NAGÔ E OS VEGETAIS

Osanyìn, o orixá patrono da vegetação e divindade das folhas  medicinais. É cultuado nos terreiros de Candomblé, principalmente, durante o processo iniciático quando banhos, atin (pós) e “descarrego” são feitos com o auxílio das folhas.
Sua importância é tão grande dentro da religião que, nenhuma cerimônia pode ser praticada sem a sua participação, pois sendo o detentor do axé contido nos vegetais, todos os orixas dependem dele, por isso diz-se que sem folhas não tem orixa – Kosí ewé kosí Òrìxá.

O sistema de classificação dos jêje-nagôs, que diz respeito aos vegetais, são dos quatro elementos que é visto como universal, Fogo, Água, Terra e Ar.
Sendo os orixas/voduns, representações vivas destas forças que regem a natureza, as folhas a eles atribuídos, na religião, associam-se, a estes elementos. Deste modo, os vegetais estão colocados, diretamente  aos quatro elementos da natureza,como:

No Elemental Fogo esão as  Ewé inan(Folhas do Fogo)
No Elemental Água estão as Ewé Omí (Folhas da água)
No Elemental Terra estão as Ewé Ile (Folhas da terra)
No Elemental Ar estão as Ewé Afefé(Folhas do Ar)

Nestes quatro Elementos,  todo o sistema religioso, jêje-nagô. Sendo assim, cada orixá possui uma característica própria que é transmitida ao seu iniciado, o que possibilita identificar, seus pais míticos, e qual orixá que rege a pessoa. Temos:

Orixás relacionados ao Fogo: Exu, Xangô e Oiá
Orixás relacionados a Água: Yemanjá, Oxún, Oba, Oiá, Ewá, Oxumaré, Nàná, Oxosi, Òxàlá
Orixás relacionados a Terra: Osanyin, Ògún, Oxosi, Omolu
Orixás relacionados ao Ar: Òxàlá, Oxumaré e Oiá.

A divisão do óríxá em qualidades,  faz com que estes pertençam a mais de um elemento. Ex.: Exù que se relacionam com todos os orixás; Ògún e Oxosi que vivem na água; Oiá que possui caminhos de fogo, água, mato; Oxumaré que transita entre o céu, a terra e as águas etc.

Os vegetais se dividem, dentro de um sistema  Masculinos e Femininos que são determinadas pela forma de suas folhas:
Folhas alongadas ou que possuem forma fálica são masculinas.
Folhas arredondadas ou que possuem forma uterina são femininas.
As folhas  masculinas estão associadas aos orixás masculino, bem como as femininas, aos orixás femininos, todavia, eventualmente encontraremos algumas folhas femininas usadas para orixás masculino e algumas masculinas utilizadas para as ìyába, o que reflete a própria relação familiar dos orixás masculinos com femininos. Como  Ògún filho de Yemanjá, as folhas femininas usadas para esta ìyába é freqüentemente usada para este orixás.

Os jêje-nagô consideram, ainda que as folhas podem estar posicionadas no lado direito,” Ewé opa otun” , que é masculino e positivo em oposição ao esquerdo e  “Ewé opa osí” , que é feminino e negativo.
Os compartimentos que contem as ewé inan (folhas do Fogo) e ewé Afeefe (folhas do Ar) estão associados ao masculino, elementos ativo e fecundantes.
As ewé omí (folhas da Água) e as ewé Ilé (folhas da Terra) se ligam ao feminino, elementos passivos e fecundáveis.
Mas algumas folhas positivas se relacionam com o lado esquerdo ou feminino e vice-versa, daí, encontrarmos folhas femininas usadas com fins positivos e folhas masculinas consideradas negativas.

Os vegetais, quando bem dosadas de acordo com a situação de cada indivíduo. Os vegetais considerados gún estão ligados aos elementos Fogo ou Terra, e  os considerados” éró”, relacionam-se com os da Água ou Ar. Elas são interpretadas  pelas pessoas do candomblé como fria (eró) ou quente (gún).
Quando utilizadas nos rituais de iniciação ou nos trabalhos religiosos, os vegetais, éró tem a função de abrandar o transe, apaziguar ou acalmar o orixa, mas  os  gún servem para facilitar a possessão e excitar o orixa.
Os vegetais gún e éró são tem a  finalidade de:



Tîtî (folhas fresca) eró
Rinrin (folha úmida) eró
Pèrègún (Provoca o transe) – gún
Tîtîrîgún (Que produz transe) – gún
Iroko (Produz calma) eró
Ewé ina (Folha de fogo) gún

È importante, estudar e sempre rever, que o ofó (encantamento) é que determina a função da folha, embora exista todo um sistema classificatório para os vegetais, cada folha traz em si a função a qual ela se destina. Como  Peregún que no seu ofó é considerado o senhor da maldição, tem a finalidade de retirar maldições das pessoas.

O Ewuro, a folha amarga, tem por função de retirar o amargo da vida. 
Teté, Rinrin e Odundun são folhas calmantes mas, com função de atrair prosperidade para seus usuários.
“Ewé njé Oògún njé Oògún tikò jé Ewé re í kò pé”
“As folhas funcionam. Os remédios funcionam. Remédio que não funciona é porque faltam folhas”.

Orixá Onilé – Sobre a Terra repousam nossos ancestrais -
Cultuada discretamente em terreiros antigos de nação africana, a Mãe Terra desperta curiosidade e interesse entre os seguidores dos orixás, sobretudo entre aqueles que compõem os seguimentos mais intelectualizados da religião.

Onilé é um Orixá que representa a base de toda a vida, a Terra-Mãe, tanto na vida como na morte, é o princípio e representação coletiva dos elegun e Egungun. São os primeiros a receber as oferendas e a ser evocado nos ritos dos sacrifícios. Todo terreiro possui o acento de Onilé,  denominado como o fundamento da casa ou simplesmente Axé da casa, onde todos  reverenciam este local. Também chamado pelo "Povo de santo" de Oluaye, Aiê, Ilê e Sakpatá.

A primeira parte de todos os sacrifícios de (Ejé) sangue é sempre derramada sobre a terra, independente de para qual entidade ou divindade seja o sacrifício, este gesto é uma forma de lembrar e reconhecer o poder de Onilé. Tudo vem da terra e a ela retorna.
Elegun (em Yorubá Elégùn) é  o conceito dos "iniciados" nas religiões tradicionais africanas e de matriz africana ou de afro-descendentes, inerente ao culto do Orixá. É aquele que passou pela iniciação, Feitura de santo ou iniciação nagô, sujeita ao transe de incorporação. Os chamados não rodantes não são considerados Elegun.

Todo elegun é um olóòrìsà (aquele que possui um orixá), que habita no seu interior e pode ser expressado em qualquer hora e lugar.
Tratando de  Onilé, a Dona da Terra, o orixá que representa nosso planeta como um todo, estaremos tratando o mundo em que vivemos.
Onilé, a Terra, tem muitos inimigos que a exploram e podem destruí-la. Para muitos seguidores da religião dos orixás, interessados em recuperar a relação orixá-natureza, o culto de Onilé é a preocupação com a preservação da própria humanidade e de tudo que há em seu mundo.



"MUITO AXÉ"


POR: VLATIMA
CONSULTAS POR E-MAIL: vlatimavandragan@hotmail.com
POR CELULAR: (11) 9695-1227 Brazil





segunda-feira, 17 de setembro de 2012

CIGANO VLADIMIR


CIGANO VLADIMIR



O Cigano Vladimir é bem conhecido em quase todas as religiões, por causa de seus feitos e trabalhos realizados.
Tenho uma afinidade enorme com este Cigano, porque Ele mesmo apareceu do lado de minha cama e disse o seu nome: “VLADIMIR”.
A PARTIR DESTE DIA COMPREI A IMAGEM DELE E O CULTUO COM AS OFERENDAS QUE ELE ADORA.

O Cigano Vladimir adorava tocar violino; em festas  ciganos, quando alguém o incorpora , logo pega o violino e anima as festas; e é no tom de suas músicas que ele trabalha a sua Magia. 

“Salve CIGANO VLADIMIR”

Sua vida foi turbulências por se apaixonar por uma cigana jovem da tribo, mas antes que pudesse  corteja a jovem cigana, descobriu que seu irmão também havida se apaixonado por ela. O irmão enfurecido declarou um duelo entre os dois até a morte, apenas um sobraria e casaria com a cigana.
Vladimir por Amor ao irmão, foi até o duelo, mas não se defendeu dos golpes de facas, e ali faleceu.

A jovem cigana vendo tudo, se  derramou em lágrimas e correu até o corpo de Vladimir, vendo morto, pegou a faca e cravou em seu coração, falecendo ao lado de Vladimir.
É uma linda história e verdadeira dos ciganos da tribo de Vladimir, que por amor aos dois se deixou matar, achando que a jovem cigana gostava de seu irmão.Era moreno-claro, de olhos e cabelos pretos.

SUAS ROUPAS
Wladimir usava roupas diferentes, conforme a fase da lua.O Cigano Vladimir sempre tinha uma argola de ouro na orelha esquerda e um cordão de ouro no pescoço com o medalhão de seu clã cigano. Usava roupas em que, a calça era sempre da mesma cor do colete de veludo que ele vestia por cima da blusa.
Dependia muito das fases da Lua, onde ele praticava suas magias, as cores das roupas lenços da cabeça  também mudavam, o que nunca mudava era a faixa branca que trazia sempre na cintura e o seu punhal de prata.

Na Lua cheia ele usava blusão vermelho com colete e calça azul-turquesa, e lenço Azul
Na Lua crescente, blusão branco, colete e calça brancos rebordados com fios de prata e lenço vermelho.
Na Lua nova, blusão azul-turquesa, colete e calça vermelhos rebordados com pedras coloridas e lenço vermelho.
Na Lua minguante, blusão branco de mangas compridas, colete e calça marrons e uma faixa branca na cintura. E lenço colorido. 


“Saudações as “GLORIOSAS ENTIDADES ESPÍRITUAIS CIGANAS”, hoje brilhando como pontos luminosos, nas Estrelas do Espaço Infinito.”


“SALVE CIGANO VLADIMIR”
“QUE BRILHE CADA VEZ MAIS”
“ATUA LUZ”



POR: VLATIMA
CONSULTAS ATRAVÉS DE E-MAIL: vlatimavandragan@hotmail.com
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OBJETOS RITUALÍSTICOS



OBJETOS RITUALÍSTICOS:



AS VELAS





O fundamento ritualístico de acender velas é expressamente sobre os pensamentos sendo eles positivos ou negativos, caso a entidade não aceitar o seu pedido, logo saberá, pelas energias vibratórias negativas, que você irá atravessar. Portanto ao acender uma vela , seja, para entidade, para anjo, deve-se canalizar só pensamentos positivos, nunca peça nada negativo. 

Dentro da magia, tanto no Candomblé, naUmbanda, Quimbanda, bruxaria, a números de velas a serem acesas, de diferentes quantidades a cada Orixá.
Tem que ser um ato de fé, de  mentalização e concentração para acender uma vela. É o momento em que o médium faz uma "ponte mental", entre o seu consciente e o pedido ou agradecimentos à entidade, Ser ou Orixá, em que estiver invocando.

Muitos médiuns acendem velas para seus guias, sem nenhuma concentração. É preciso que se tenha consciência do que se está fazendo, da grandeza e importância, pois a energia emitida pela mente do médium, irá englobar a energia do fogo e juntas viajarão no espaço para promover a materialização dos pedidos emitidos.


O PORQUÊ DAS IMAGENS

As imagens são usadas para elevação das orações e pedidos, como em uma “egrégora” (Templo). Como os negros, na época, não usavam imagens, para melhor entendimento do povo, eles adaptaram as imagens católicas em seus ritos.
O congar de um terreiro de Umbanda,  Candomblé e Quimbanda, tem lado a lado, imagens de santos católicos (estes representando os Orixás) e imagens das entidades (marinheiros, caboclos ameríndios, pretos velhos, crianças, etc). Em terreiros de candomblé cada orixá tem seu lugar, como por exemplo um quartinho, onde ficam os objetos do Orixá.


AS GUIAS OU COLARES

Segundo Rivas Neto e W. Mata e Silva as guias brancas induz às coisas puras. As vermelhas são úteis para expulsar cargas negativas, as amarelas para retirar o mau olhado, as verdes limpam o pensamento atraindo fluídos para a cura, as azuis são calmantes, cor-de-rosa  elevam a mente e as pretas são usadas tanto para quebrar negatividades, como também em alguns cultos usadas para o mal. 
No Candomblé, a cor está associado ao ORIXÀ. Mas á diferenças entre o uso das cores do Orixá entre o Candomblé, Umbanda e Quimbanda.

Na umbanda as cores dos Orixás, são as seguintes:

Para ORIXALÁ = BRANCO
Para OGUM      = ALARANJADO
Para OXOSSI   = AZUL
Para XANGÔ    = VERDE
Para YORIMÁ  = VIOLETA
Para YORI       = VERMELHO
Para YEMANJÁ= Azul claro.
Para Oxum      = Amarelo
Para Yansã      = vermelho
Para Oxumaré =  vermelho e branco
Para Omulu (Obaluaê) = vela metade preta e branca

Guias NATURAIS que são guias feitos somente elementos naturais, que são elementos da natureza tais como minérios, madeira, sementes, elementos animais como osso, cálcio animal, encontrados nos reinos da natureza tem um valor magnético que constitui um escudo eficaz para os médiuns:

OS ELEMENTOS MINERAIS:
Pedras preciosas, semi preciosas, cristais, rochas.

OS ELEMENTOS VEGETAIS:
Sementes, caules,favas, frutos, etc.

ELEMENTOS ANIMAIS:
Búzios, conchas, ossos.


TALISMÃS NO CANDOMBLÉ E UMBANDA:
AS GUIAS

Para um verdadeiro médiun, as guias não são tão necessárias, porque ele não precisa mostrar aos outros a quantia de entidades que trabalha com ele. Mas caso seja preciso usar , elas devem ser imantadas, para concentrar o seu poder de proteção, se não serão apenas guias de enfeite.





2- TALISMÃS


ATABAQUES

Este Talismã é o mais sagrado ,dentro de qualquer terreiro (chamado assim por ser o Talismã que as entidades escutam , o Som), a concentração é um dos pontos, com cânticos ritualístico, neste aspecto, com a calma é  uma busca de um estado mental e emocional. O atabaque induz com seu som, ao transe mediúnico, em determinados trabalhos, onde o cérebro trabalho como um captador, hipnóticas e rítmicas. 

Na Umbanda é dado o nome de “Curimba”, para o grupo responsável pelos toques e cantos sagrados, que percutem os atabaques (instrumentos sagrados de percussão), conhecedores de  cantos para as muitas atos de ritual. Os Atabaques são de suma importância na gira e por isso devem ser bem fundamentados, esclarecidos e entendidos por todos nós.
Eles tem muitas funções, sendo a primeira de, função ritualística ,marcando com os seus sons, todos os pontos do ritual do terreiro ,como: pontos para a defumação, abertura das giras, bater cabeça, etc.

Os toques e os cantos envolvem o médium, não o deixando desviar – se do comando das Entidades e do trabalho espiritual. A batida do atabaque induz o cérebro emitindo ondas cerebrais diferentes para cada médiun, facilitando o transe mediúnico. Esse processo também é utilizado nas culturas xamânicas, índigenas à séculos.

Entrando na parte espiritual, os cantos, quando vibrados de coração, atuam diretamente nos chacras superioresl, que entram em atividade natural e melhora a sintonia da espiritualidade superior, assim como, os toques dos atabaques atuam nos chacras inferiores, criando condições ideais para a prática da mediunidade de incorporação.
A “curimba” se  transforma em um verdadeiro “pólo” irradiador de      energia dentro de todos os terreiros, potencializando ainda mais as vibrações dos Orixás.”

No Candomblé; o Atabaque é chamado de “rum”, Rumpi” e “ lê”. São três Atabaques; feitos de madeira e aros de ferro para sustentar o couro de animais, banhado em folhas e consagrado, para obter o “Axé”. São comprados em lojas, mas o couro é arrancado e coloca-se outro couro de animal devidamente consagrado antes para o uso nos Atabaques.

O Atabaque Sagrado, “Rum” é o maior de todos e possui sons graves, o do meio é “Rumpi”, tem o som médio, já o” Lê” tem o som mais agudo. No Candomblé ao longo do xirê, os três Atabaques executam as percurssões de acordo com cada “Orixá”e invocando a presença Desses. 

OUTRO INSTRUMENTO SAGRADO:

O AGOGÔ OU GÃ


Para auxiliar os Atabaques em algumas festas. È feito por um único ou mais sinos, sendo originário da música tradicional Yorubá.
Muito utilizado no Brasil pelo Samba.
Usa uma baqueta, para tirar o som do Agogô, que são chamadas de “campânulas”.

Também temos o Agogô de metal preto, tocado com uma “campânula”


Na religião pode ser composto de duas ou três campânulas presas por uma haste de ferro, pertence ao Orixá Ogum, usado no candomblé; É de uso essencial na capoeira.
Faz parte da "bateria" da roda da capoeira, onde é mais conhecido por "gã" - nome este que vem de akokô, palavra nagô que significa "relógio" ou "tempo".
No Camdomblé da Nação Ketu, os  Atabaques são chamados  de  " Ilubatá" ou "Ilú".
Na nação de Angola é chamado de Ngoma ou Rum, Rumpi e lê, esses nomes dizem que são de denominação do Candomblé do povo Jeje.





A PEMBA








A pemba, originária da África, é um giz branco usado nos rituais mágicos pelas entidades para traçar os seus símbolos(pontos), para formar energias, algumas classe de espíritos, usada pelos  elementares.
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A Pemba é usada em quase todos os Rituais de Umbanda, do Candomblé e até mesmo na Quimbanda..
A Pemba é saudada como um Divino instrumento, por carregar um enorme Axé, usando pontos cantados em reverência a Pemba, quando esta em uso. 

O fundamento da Pemba é místico e está Relacionada ao Elemental Terra
 (a pedra). Seu uso estabelece relação entre o universo da Forma e o espiritual. A pedra encerra os quatro elementos naturais e suas Manifestações, significa Lei e Justiça.


A LEI DA PEMBA:
È a letra dos Orixás, ela é cósmica. Os Orixás a utilizam para passar as ordens diretas das entidades espirituais bem como a linha em que pertencem. Um dos MANTRA passados pela Pemba foi a palavra SARAVÁ, que significa:

SA = Força, Senhor.
RA = Reinar, movimento.
VÀ = Natureza, energia.
SARAVÁ é a força que movimenta a natureza. 


A LEI DA PEMBA TEM 3 PRINCÍPIOS:
O Princípio da FLECHA.
O Princípio da CHAVE.
O Princípio da RAIZ.

O príncipio da Chave,  identifica a Linha da Entidade.



OS GUIAS E SUAS FALANGES


Os médiuns, recebem  entidades evoluídas, chamadas de entidades de Luz, que realizam trabalhos de cura e ajuda física ou espiritual.
Estas entidades incorporadas pelos médiuns são os chamados Guias.
Na Umbanda, se incorporam várias entidades e também Orixás. São as falanges, espíritos que seguem a orientação e vibração dos Orixás.
Temos diferentes grupos de Guias, formando falanges de entidades, que são formados assim:

NA UMBANDA

Os Principais: 
Pretos-velhos 
Caboclos 
Crianças 
Boiadeiros 
Marinheiros 
Exus/ Pombas-Giras 


As outras falanges que também trabalham na  Umbanda: 
Baianos 
Ciganos 
Orientais 
Mineiros/ Cangaceiros.

Na umbanda branca, cada linha de orixá tem sete legiões, que correspondem a determinado guia espiritual.  exemplos:


NA LINHA DE OXALÀ
 Santa Catarina 
 Santo Antônio 
 Cosme e Damião 
 Santa Rita 
 Santo Expedito 
 São Fransisco de Assis 
 São Benedito

NA LINHA DE IEMANJÁ 
 Ondinas - Naná e Oxum
 Caboclas do Mar - Indaía 
 Caboclas do Rio - Iara 
 Marinheiros - Tarimã 
 Calungas - Calunguinhas 
 Sereias - Oxum 
 No Candomblé as Sereias são ligadas a Iemanjá
 Estrela Guia - Maria Madalena 


NA LINHA DE OXÓSSI 
  Urubatão 
  Araribóia 
  Caboclo das Sete Encruzilhadas 
  Peles Vermelhas - Águia Branca 
 Tamoios - Grajaúna 
 Cabocla Jurema 
 Guaranis - Araúna 


NA LINHA DE XANGÔ 

 Inhançã 
 Caboclo do Sol e da Lua 
 Caboclo da Pedra Branca 
 Caboclo do Vento 
 Caboclo das Cachoeiras 
 Caboclo Treme-Terra 
 Pretos Guinguelê


NA LINHA DE OGUM 

Praias - Ogum Beira-Mar 
Matas - Ogum Rompe-Mata 
Rios - Ogum Iara 
Das almas - Ogum Megê 
Encruzilhadas - Ogum Naruê 
Malei - Ogum Malei 
Povo de Canga - Ogum Nagô 
Povo Africano (Pretos-Velhos) 
Povo da Costa - Pai Cabinda 
Povo de Congo - Rei Congo 
Povo de Angola - Pai José 
Povo de Benguela - Pai Benguela 
Povo de Moçambique - Pai Jerônimo 
Povo de Luanda - Pai Francisco 
Povo de Guiné - Zum-Guiné
 

POR: VLATIMA
CONSULTAS ATRAVÉS DE E-MAIL: vlatimavandragan@hotmail.com
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sábado, 15 de setembro de 2012


A CIGANA CONXITA







Na cidade de Santa Cruz, na Bolivia.  Conxita estava no acampamento cigano, quando se aproximou dela, uma moça bonita, de olhos doces e voz suave, Conxita foi até e perguntou o que a moça estava fazendo ali. 
A moça disse que estava viajando para tentar a vida e ganhar dinheiro, para mandar alimentos a sua família. Nisto ,Conxita simpatizou com a moça e logo ficaram amigas, assim deixou que ela ficasse no acampamento.

Mas algo começou a incomodar Conxita, porque a aparência da moça parecia ser conhecida e sem demora perguntou:”você é minha irmã?”
A moça perguntou, para onde havia ido a irmã dela, porque achava que ela era sua irmã? - Conxita disse que ela havia abandonado o acampamento, com 17 anos e foi  procurar um rapaz, pelo qual tinha se apaixonado e nunca mais a tribo soube dela e  a moça era muito parecida com sua irmã, que naquele dia era para estar com 37 anos.

A moça impressionada, falou que a mãe dela tem 37 anos e ela é muito parecida com a mãe e nunca soubemos do paradeiro dos parentes de minha mãe.
Conxita , então resolveu acomodar a moça em uma barraca e foi falar com Boris, para informar que havia uma moça chegado ao acampamento.
Boris não gostava de estranhos no acampamento e Conxita disse que a moça era parecida com Liliaq e tinha certeza que é filha da minha irmã.
De manhã levantarão acampamento e foram para Cochabamba.

Chegando lá levantaram as tsaras(Tendas), acenderam as fogueiras e Boris mandou chamar Conxita.
Perguntou seu nome, ela disse que era Sara Rodrigues, que sua mãe lhe deu , pois é devota de Santa Sara.
Nisto Rochiel estando perto, perguntou; sua mãe tem na orelha direita uma bolinha como se fosse um brinco?-A moça espantada disse; você conhece minha mãe?

Rochiel novamente perguntou; sua mãe gosta de sentar em cima das pernas?- Ela disse que sim.
Rochiel perguntou quantos irmãos ela tinha e a moça disse; tenho mais cinco irmãos, a mais velha é Sara, o segundo é Ricardo, a terceira é Conxita e os dois  são gemêos , chamam Killiaq e Liliaq, a sexta irmã chama Elizabette ( quer dizer deusa do Sol)
O terceiro a perguntar foi Killiaq, que estava emocionado e perguntou, aonde estava a família dela; ela disse que estavão no Brasil.

Liliaq perguntou: Seu pai é bom para sua mãe? seus olhos encheram de lagrimas que rolaram pela face da moça que disse , que era muito bom, mas não teve sorte no trabalho e na hora da morte disse;
 “ Saramim, queria ser um homem rico para cobri-la de presentes, pois você o merecia. Você é a mulher mais forte deste mundo, pois, por amor a mim, deixou tudo de lado. Eu a amo e sempre irei amá-la.” Foi quando ele morreu em seus braços.
Nesta hora, os ciganos choraram e abraçaram a moça.
Bóris perguntou; Querida por que você veio para cá? 
Ela disse que foi, para tentar ganhar dinheiro e dar conforto a minha família, por causa das palavras de meu pai na hora da sua morte. Foi isso que me fez tomar esta atitude.

Todos os ciganos resolveram ajudá-la. Ela tornou-se uma cigana de fato, viajando para ali e para cá, fazendo previsões, lendo as mãos, pois ela tinha este dom desde menina e não foi difícil aprender os hábitos e a doutrina dos ciganos. Depois de três anos, ela chamou Conxita e disse:
Vou para o Brasil,  Conxita já decidi, vou trazer minha família para cá.
Então Conxita disse:

Agora é hora de nós duas conversarmos, querida Sara. Você é filha de minha irmã Lilliaq, que deixou o acampamento com o seu pai Ricardo Rodrigues. Sou sua tia; Boris, Richiel, e Killiaq são seus tios e sua mãe é gêmea de Killiaq. Quando você chegar a casa, vá com calma, para não ter problemas com sua mãe.
Sara voltou para o Brasil. Chegando a casa, contou tudo para a mãe, que caiu em prantos dizendo:

O destino tenha nos colocou de novo junto com meu povo! Será que eles me perdoaram por ter abandonado minha doutrina e minhas raízes por amor, minha filha?
Sara disse a mãe; sim, mãe; você é cigana e eles estão de braços abertos para recebê-la. Vim buscá-la, vou levá-la para junto dos seus irmãos, pois somos uma família cigana.

Ricardo não vai querer ir, já tem 21 anos e quer seguir seu caminho. Conxita está casada e já tem uma filhinha, não pode deixar o Brasil. Killiaq e Lilliaq estão com 19 anos e Elizabette tem 18 anos.
Mãe o que quer dizer Elizabette?
É a rainha do Sol, a deusa do Sol e do fogo, é o segundo nome de Salamandra, a rainha do fogo vivo.
Assim, eu, minha mãe e meus três irmãos partimos.

Chegando ao acampamento, fomos recebidos com muito amor e carinho pela nossa família cigana. Conxita e minha mãe ficaram abraçadas por muitos  minutos e o Sol mandou seu raio de luz sobre a cabeças das ciganas. O cigano killiaq aproximou-se de Saramim e disse:
Eu a perdôo por ter-me deixado. Somos filhos do vento e ele sempre traz o que levou.

Desde então, ficaram muito felizes.
Killiaq, passou a ajudar os tios a tomar conta da tribo; Sara se casou logo ficou grávida. Logo a seguir, Lilliaq ficou noiva, casando-se em breve; e. muito tempo depois, Elizabette se tornou a cigana mais famosa da Europa, sendo conhecida pelo o nome de Madame Lilliaq de Devison.

Extraído do livro: Mistérios do povo Cigano,
Autoras; Ana da Cigana Nastasha
               Edileuza da Cigana Nazira
Editora; Pallas Distribuidora Ltda.



A Cigana Conxita



Tem a pele clara e os cabelos pretos compridos, que usa presos em uma trança jogada para o lado direito.
Sua saia é estampada e complementada por uma blusa vermelha, as vezes a cigana Conxita usa blusa branca e um colete azul por cima com botões. Gosta de usar muitos cordões dourados, um deles com um pingente de topázio.


Os dedos das mãos estão sempre com diversos anéis, e usa  uma flor vermelha nos cabelos. Como todas as ciganas, Conxita  adora ganhar presentes, como flores, perfumes, onde usa para fazer suas magias.
As cartas do seu baralho, da Conxita,  tem símbolos próprios.   A cigana Conchita, é espanhola, originária da Galícia, gosta de música e adora tocar castanholas.

Quando chega à terra, tem sempre uma palavra de conforto para os aflitos, é meiga e carinhosa, usa sempre uma frase de sua criação:


 "Sou da Galícia,mas andei por várias terras”
 “Sou cigana, com muita honra, sou o amor”
”sou a flor do passado e vim ajudar  no presente;
Sou espanhola,
”Com minha saia colorida, danço rodando as fogueiras”
”Com meu sapateado amasso as negatividades”
” E coloco a paz neste lugar, onde estiver” 



Trabalho com a Cigana Conxita a muitos anos, nunca tinha ouvido falar o nome dela.
Um dia por causa de uma cliente, Elsa encorporou e disse o seu nome e de onde vinha; da “Espanha”.
Ao acordar minha cliente me relatou o que ela disse e mandou que passa-se seu nome para mim; fiquei surpresa e fui buscar na internet este nome;” ME ESPANTEI”, quando vi sua imagem,” É PARECIDA COMIGO”.
Tenho a cor dos olhos da conxita, verdes meio azulados; foi uma mistura de minha mãe morena e mineira  com italianos. Meus cabelos pretos e meio compridos, rosto amendoado. Imaginem a minha surpresa; claro que ela é mais bela do que eu, mas a semelhança é incrível.
Hoje acredito que todos os médiuns que trabalham com suas entidades, com certeza são semelhantes de fisionomia com aqueles que estão mais próximos de nós. Esta é minha história. Vlatima

“SALVE SANTA SARA”
“SALVE O POVO CIGANO”


POR: VLATIMA
CONSULTAS DE TARO E CLARIVIDÊNCIA POR E-MAIL: vlatimavandragan@hotmail.com
POR CELULAR: (11) 96951227

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

AS ERVAS DOS ORIXÁS


AS ERVAS DOS ORIXÁ







Há um sentido muito importante dentro dos cultos Afro-brasileiros para as ervas e plantas. Cada Orixá tem uma ou mais ervas  toda especial, para seus ritos oferendas.


EXÚ

Erva do diabo ou figueira do inferno,cambará,  aroeira vermelha, dormideira, pimentas (quaisquer), olho de gato, carrapicho, tiririca, alfavacão, perpétua, sapê, trombeta roxa, urtiga, maconha, branda-fogo ou folha de fogo, vassourinha ou mastruz, mamona vermelha ou verde, corredeira, coroa de cristo, cana de açúcar, arrebenta cavalo, bico de papagaio, azevinho, carurú ou bredo com espinho, tento de Exú, comigo ninguém pode, assafétida, erva de bicho, espinheiro, losna, mandacaru, cacto, palmatória de Exú, pau d’alho, fortuna, patchouli, babosa, barba de diabo, fedegoso, garra de diabo ou garra de Exú ou unha de Pomba Gira, Jamelão, jurubeba, sempre viva, tinhorão roxo.

OGUM
Romã, aroeira branca, akoko, alumã, visgo, sumaúma, cipó chumbo (Ogunjá), pinhão branco ou roxo, capixaba, espada de São Jorge, lança de São Jorge, abre-caminho, guiné, guiné pipiu, cajazeiro, dendezeiro ou màriwò, folhas de inhame cará, dandá da costa (capim e raiz), mangueira (principalmente espada), vence demanda ou vence tudo, peregum verde, agrião do brejo ou erva botão ou pimenta d’água), carurú sem espinho, araçá, costela de adão, eucalipto, goiabeira, espinheira santa, São Gonçalinho, alfavaquinha, camboatá, canela de macaco, capim limão, cordão de frade ou São Francisco, erva tostão, erva de bicho, língua de vaca, losna, mutamba, mal me quer, coqueiro, carrapeteira.

OXÓSSI
Folhas de milho e espigas, folhas de coqueiro, murici, akoko, São Gonçalinho (principalmente os mais guerreiros), visgo, pinhão branco e roxo, chifre de veado, dandá da costa, sapê, taioba (principalmente Odé Inle), rama de leite, lágrima de Nossa Senhora, guiné, guiné pipiu, acácia ou chuva de ouro, folhas de guaximba, jasmim manga, carqueja, jurubeba, capim limão, cordão de frade ou São Francisco, caiçara, guapo, colônia, alecrim do mato ou do campo, araçá, cajueiro, cipó caboclo, erva curraleira, espinheira santa, juremeira, erva passarinho, chapéu de couro, assa peixe, alfavaca, cana fita, groselha, ingá, língua de vaca, pitanga.

OSSAIN
Apesar de todos os axé das folhas, todas as folhas, pertencerem a Ossain, as folhas de fundamento do orixá e de uso mais comum para ele são:
Baunilha de nicuri ou nicurizeiro, tira teima, umbaúba branca, aroeira, akoko, cipó milomi, balainho de velho, aridan (folhas e favas), pimenta da costa, cipó chumbo, bejerecum (folhas e favas), dandá da costa, andará (folhas e favas), hibisco vermelho ou branco dobrado, quebra-pedra, erva pombinho, mamona, rama de leite, lágrima de Nossa Senhora, erva vintém, pitangueira, jurubeba, ingá, obi, guapo, orobô, peregum (verde ou rajado), barba de São Pedro ou sene, erva pita, araçá, jureminha, cacau, café, carobinha, chapéu de napoleão (folhas), erva andorinha, losna, olho de boi (folhas), louro, alecrim, alfavaquinha, amendoeira, beldroega, canela de macaco, erva tostão, folhas de ficus, folhas de fumo,  guaximba.

OMOLÚ/OBALUAÊ
Pata de vaca branca, erva passarinho, sete sangrias, rabujo, sabugueiro, cipó chumbo, jenipapo, alfavaca, canela de velho, melão de São Caetano, quebra pedra, erva moura, mostarda, cipó cabeludo, transagem, juá de capote, fedegoso, maria preta, olhos de santa luzia ou marianinha, coreana, barba de velho, jequitirana, cordão de frade ou de São Francisco, vassourinha, barba de boi, erva pita, erva de Sta. Maria, carobinha, cinco chagas, copaíba, coqueiro de purga ou de catarro, erva andorinha, erva de bicho, erva grossa, pau d’alho, kitoko, velame, cana do brejo, alumã, beldroega vermelha, crisântemo, confrei.

OXUMARÊ
Erva passarinho, língua de galinha, dormideira, amendoim, folha da riqueza (fortuna ou dólar ou dinheiro em penca), jibóia, folhas de batata doce, maria preta, bananeira, vitória régia, oxibatá, tomateiro, trancinha de Oxumarê, melão de São Caetano, coqueiro de Vênus, mutamba, parietária, rama de leite, cipó milomi ou jarrinha, arrozinho, melancia, ojuorô, samambaia de poço ou pente de cobra, folhas trepadeiras, de um modo geral.

IROKO
Gameleira branca ou Iroko, angico, abiu, barba de velho, cajueiro, colônia, jaqueira, mãe boa, cipó milomi, noz moscada, folhas de fruta pão, graviola, bananeira, mangueira, castanha do Pará, erva pita, árvores centenárias de grande porte.

XANGÔ
Folha da Fortuna, romã, umbaúba branca ou vermelha, tamarindo, erva de São João, alfavaca, xanan (aipim ou carurú sem espinho ), erva tostão, pimenta de macaco, branda fogo ou folha de fogo, azedinha ou avinagueira, campainha, jaborandi, crista de galo, gerânio cheiroso, capim fino, flamboyant, carrapeteira, cinco chagas, capim limão, alibé de Xangô (folhas e favas), orobô, castanha do Pará, vence demanda, oxibatá vermelho, urucum, cascaveleira ou xique-xique, cajueiro, camboatá, manjerona, negra-mina, salsaparrilha, iroko ou gameleira branca, kitoko, lírio vermelho, lírio branco, levante, beijo vermelho, capeba, erva prata, jarrinha ou cipó milomi, malva, para-raio, panacéia, mangericão roxo, pena de Xangô.

OYÁ
Pata de vaca rosa, fedegoso, aroeira, dormideira, pinhão branco e roxo, bambú (folhas), maravilha, trombeta rosa, erva tostão, erva prata, espada de Sta. Bárbara, lança de Sta. Bárbara, branda fogo ou folha de fogo, campainha, mutamba, gerânio cheiroso, taquari, fruta pão, para-raio, amora, maracujá, cinco chagas, oxibatá rosa ou vermelho, crista de galo, erva santa, jaborandi, peregum rajado, língua de vaca, umbaúba vermelha, carurú sem espinho, canela de macaco, capeba, erva passarinho, cipó milomi, malva rosa, negra mina, parietária, rama de leite, taioba branca.

OXUM
Abebê d’Oxum, picão, melão d’água, cipó milomi ou jarrinha, lavanda, pimentinha d’água ou oripepê, bem me quer, mangericão branco, melão, aguapé, levante, hibisco, beti cheiros, beti branco, sândalo, cana de jardim, brilhantina, trevo de quatro folhas, calêndula, erva cidreira, pata de galinha, capim fino, erva vintém, erva doce, pitangueira, mãe boa, macassá ou catinga de mulata, girassol (pétalas), erva de Sta. Luzia, oxibatá amarelo ou branco, oriri, vassourinha d’Oxum, canela, alface, assa peixe, cabelo de Vênus, botão de orunmilá, cajueiro, cravo, dinheiro em penca, dólar, tapete d’Oxum, poejo, colônia, lótus, melissa, flor de laranjeira, alfazema, lírio, amor do campo, capeba, malva branca, parietária, rama de leite.

LOGUN
Combinação das folhas de Oxóssi e Oxum (verificar os caminhos para haver o equilíbrio) + Coqueiro de Vênus, chifre de veado, comigo ninguém pode verde, peregum rajado.

YEWÁ
Maravilha, batata de purga, cana de jardim ou bananeira de jardim, oxibatá lilás, tomateiro, dormideira.

OBÁ
Vitória régia, oxibatá vermelho, tangerina, rosa vermelha, (Algumas das ervas de Oya também é consagrado à Oba)

IBEJI
Sapoti, flamboyant, quiabo, cana de açúcar, maracujá, bananeira, abacaxi, araruta, poejo, uva.

YEMANJÁ
Melão d’água, coqueiro, melancia, mangericão branco, elevante, maricotinha, beti branco, beti cheiroso, erva da jurema, erva prata, carurú sem espinho, capeba, pariparoba, taioba branca, mostarda, lágrima de Nossa Senhora, salsa de praia, azedinha do brejo ou erva saracura, mãe boa, macassá, oxibatá branco, vassourinha, árvore da felicidade (Iamacimalé), colônia, agrião d’água, camboatá (Iamacimalé), rosa branca, uva, verbena, umbaúba branca, algas, panacéia, alfazema, marcela, aguapé, condessa, dandá do brejo, malva branca, papo de peru, rama de leite, araçá da praia.

NANÃ
Pata de vaca branca ou rosa ou lilás, erva passarinho, taioba, aguapé, melão de São Caetano, baronesa ou jacinto d’água, mostarda, cipó cabeludo, maria preta, balaio de velho, marianinha, xaxim, azedinha do brejo, mãe boa, batatinha, guacuri, oxibatá lilás, arnica do campo, manacá, quaresmeira, viuvinha, umbaúba branca e roxa, vassourinha, alfavaca roxa, avenca, broto de feijão, cana do brejo, capeba, cipreste, cipó milomi ou jarrinha, macaé, rama de leite.

OXALÁ
Folhas da Fortuna, coqueiro, tamarindo, trombeta branca, oripepê, manjericão branco, erva de bicho ou folha de igbi, guando, boldo ou tapete d’Oxalá, beti branco, beti cheiroso ou aperta ruão, erva prata, mamona branca, parietária, mutamba, lágrima de Nossa Senhora, beldroega, trevo de quatro folhas, algodão, alecrim, cabaceira, graviola, salvia, erva vintém, azedinha do brejo, gameleira branca, folha de inhame cará, macaé, cinco chagas, ingá, macassá, saião, bananeira, guapo, língua de vaca, oxibatá branco, oriri, chapéu de couro, amendoeira, bálsamo, espinheira santa, benjoim, erva doce, colônia, lírio branco, jasmim, mirra, noz moscada, pixuri, uva verde, maria sem vergonha branca, oliveira, elevante, beldroega, louro, malva branca, paineira.



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